Domingo, Julho 19, 2009

Sou olhos cheios, acionado por violinos e voz em veludo...
azul

escuro

em vermelho quase negro...

deslizando estou no veludo afora...

pés deslizam numa dança. me embala. dança comigo a voz.

Sou essa sensação, essa brincadeira com o veludo agora...

Juntinho, danço, flutuo no toque, no cheiro e na maciez do veludo... sensações em q o tempo não se faz... e nem se desfaz... simplesmente inexiste.. leve, em veludo, me levam as sensações...

Terça-feira, Julho 14, 2009

Conteúdo

Formas. Fico olhando pro rostos das pessoas e vendo as formas... A formação deles... Um senhor. O que tem dentro dele? O q leríamos dentro dele? Ele coloca os óculos na testa e aperta os olhos com as mãos. Gosto, agora, observar detalhes de vida do entorno... Experimento o observar a vida*. Ele dorme sob os óculos... E observar isso faz sentido pra mim. O maxilar abre e fecha controladamente durante sua soneca. Não é um senhor qualquer. É o senhor de barba branca e cabelos grisalhos penteados para trás, calvo, sentado no trem, com as meias azuis aparecendo e q agora, olha com o maxilar relaxado: o nada.

Quinta-feira, Junho 11, 2009

Antes, quando criança, lendo poemas, me perguntava:
- Porque escrevem tão difícil?? Não seria mais fácil escrever dizendo o quer? Explicar com outras palavras, que todo mundo entende?
Hoje, tento buscar essas minhas palavras de criança, q todo mundo entende...

Quinta-feira, Abril 30, 2009

Tenho um amor triste desde o começo da vida.
Que dói uma dor de outro...
Um amor triste e doente...
Que não sabe o q fazer...

Mas q dói uma dor inexplicável
Uma dor de impotência
Uma dor de dar loucura e de não ter forças pra reagir
Paranóico.

Uma dor de saudades de algo q nunca tive...
E seus olhos tristes me lembram isso
Esse amor triste, por ser inalcançável...
É. E chega disso!

Sábado, Fevereiro 14, 2009

Tudo me empurra pra vida, pra sentir o gosto das coisas, ler a poesia das coisas, a beleza das coisas.
Me delicio escrevendo. E às vezes não. Por isso escrevo. Escrevo pra aprender a viver. E tentar aprender a me organizar. compreender qual é a minha organização, qual a minha ordem.
O ser humano me intriga... então me deixo aqui, nessas letras sem tradução.

Segunda-feira, Fevereiro 09, 2009

"Tais são as quimeras que nos encantam na aurora da vida. Tentei fixá-las sem método nem ordem, porém muitos corações me compreenderão. As ilusões caem, uma após outra, como cascas de um fruto: e o fruto é a experiência. Seu sabor é amargo e, no entanto, tem qualquer coisa de ácido que fortifica - perdoem-me este estilo tão antiquado. Rousseau diz que o espetáculo da natureza consola-nos de todo mal. Procuro, às vezes, encontrar de novo os meus bosquezinhos de Clarens perdidos ao norte de Paris, nas brumas. Tudo isso mudou tanto!" (Trecho do livro: Sílvia - Gérard de Nerval - trad: Luis de Lima)

Sexta-feira, Janeiro 30, 2009

Palavra que esfacela, esfarela dentro da boca, com a língua dormente do não saber como usar...
Palavra esta que detesta existir estagnada fica
Palavra que nada diz...
Palavra q diz nada com nada...
Palavra intraduzível dentro do corpo-palavra...
E to boil... e dá comichões, ânsia de tradução...
Não sei não, mas, tradução acho q não é não.
Talvez, ansia de mudança...

Sim! A mudar, a palavra-corpo, que ferve dentro de mim.
A mudar
A mudar
A mudar